Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A História da Familia Pelz, elaborado pelo Prof. Leoneu Theobaldo Pelz. (Parte II).

Professor Leoneu Theobaldo Pelz da Escola Rincão do Pinhal. 19/12/1959.

Fui trabalhar de aprendiz de marceneiro. No primeiro mês, trabalhei na marcenaria do Sr. Armindo Rockenbach, e já no mês seguinte fui convidado pelo Sr. Geraldo Berger para trabalhar na Marcenaria que ele possuia na Vila Agudo. Esta marcenaria localizava-se ao lado da Fábrica de Café Yemen do Sr. Arnaldo Berger. Mais tarde a marcenaria mudou para um novo endereço, localizava-se defronte a Sub-Prefeitura, onde hoje está a residência do Dr. Herbert Übel. Ali trabalhei até ir para o quartel, prestar o serviço militar obrigatório, em 1957. Fui mandado para servir no 6º Regimento de Cavalaria em Alegrete. No Exército fiz o curso de cabo e em julho daquele ano fui promovido ao posto de “cabo especialista” em telefonia. Antes de dar baixa no serviço militar, fui condecorado com a Medalha Marechal Hermes
“Aplicação e Estudo” acompanhado do respectivo Diploma de “Praça Mais Distinta” entre os conscritos incorporados em 1957, naquela unidade militar. Durante o ano que prestei o serviço militar obrigatório, mantive correspondência com a minha namorada Noêmia que hoje é a minha esposa. Nós havíamos nos encontrado antes, em bailes no Salão Dickow em Rincão do Mosquito. Voltei do Exército e fui trabalhar, novamente, na Marcenaria de Geraldo Berger, agora como “oficial marceneiro“. Em junho de 1959, fui procurado pela diretoria da Sociedade Escolar Rincão do Pinhal, acompanhada pelo meu futuro sogro Erwino Zimmer. Vieram convidar-me para que fosse exercer a função de professor na Escola Particular Rincão do Pinhal. A Escola estava sem professor em virtude de Pastor Albino Kämpf, que exercia a função na Escola, ter adoecido e não poder mais exercer o cargo. Aceitei o desafio, com a condição de que fosse como professor “provisório”, até que conseguissem contratar um professor formado, pois eu era leigo. Comecei a lecionar em 13 de julho de 1959. Em outubro do mesmo ano, a diretoria da Sociedade Escolar convocou uma Assembléia Geral, e, nela decidiram que não iriam mais procurar contratar outro professor, que estavam satisfeitos com o meu desempenho na função e que eu deveria continuar como professor “definitivo” da Escola. Assim, por gostar deste novo trabalho, assumi a responsabilidade e intensifiquei meus estudos para aperfeiçoar-me na profissão, mediante cursos intensivos de aperfeiçoamento. Lecionei até o ano de l990, quando me aposentei por tempo de serviço. Para finalizar estes pouco dados, quero destacar que sinto-me um homem realizado, sou pobre em termos de dinheiro – como qualquer professor é – mas, sou muito rico pelo amor que possuo da minha família e pela saúde pessoal e de todos que amo. Minha riqueza começou com o amor que tive dos meus pais e das minhas irmãs e segue agora com a minha esposa Noêmia e os meus filhos Áureo, Astrid e Astor, meu genro Valdir, as duas noras Elcida e Joice, as três netas Aniéle, Aline e Vanessa e o neto Kévin, e, ainda do meu filho de criação Valtair Roberto da Silva que com sua esposa Cristiane e o filho deles, o Thiago, nos tratam como verdadeiros pais, sogros e avós.

Um comentário:

  1. William, a pobreza era tanta que algumas crianças frequentavam a escola descalças. Estou no aguardo do teu comentário sobre os e-mails que te enviei.
    Abraços,
    Renate

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